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Sonhos de uma Noite de Verão



E mais um ano começou, com todo o fervor de início de ano novo ao qual já estamos acostumados em terras abaixo da Linha do Equador, onde é verão e muita gente se desloca para curtir as praias do litoral brasileiro durante as férias escolares.


Mas antes de começar a conversar sobre o assunto deste artigo, vou deixar esse link para você tocar uma música que vai te trazer o espírito dele.


--- Pausa para a música iniciar ---


Você já deve ter ido a alguma praia que, durante o verão, muda com a quantidade de turistas que chegam, trazendo um colorido bacana às praias por conta da imensidão de guarda-sóis fincados nas areias.


E, com certeza, você também já deve ter se deparado com situações tristes, onde pessoas que não sabem respeitar o espaço alheio acabam estragando a festa de todos os demais que se comportam bem nesses espaços que, de acordo com o nosso ordenamento legal (conjunto de leis, normas, decretos, etc) são PÚBLICOS.


E justamente por serem públicas (salvo aquelas que estão sob guarda das forças armadas) é que, para utilizar as praias, é preciso dividir estes locais de forma harmônica, agindo adequadamente, para o bom convívio de todos que estão nestes lugares.


Ou seja: de acordo com a lei, de forma em que todos possam desfrutá-las em um ambiente de paz.


Aliás, um complemento aqui: Esse é o grande objetivo de vivermos em um Estado Democrático de Direito - sociedade ordenada por leis - (mais, aqui). Já pensou nas guerras que ainda teríamos se não fossem elas?


Porém, contudo, todavia, entretanto, apesar disso, não obstante... não é o que se observa todos os anos em que nossas praias ficam lotadas nessa época do ano, com todos os tipos de pessoas e, consequentemente, juízos de pensamentos.


Não é preciso muita pesquisa para ver o aumento da quantidade de crimes que acontecem nas praias de todo o país e pelos mais diversos motivos, sendo que brigas iniciadas por conta de som é o maior entre eles.


São inúmeros os casos de pessoas que, literalmente, obrigam as demais a ouvirem aquilo que elas querem, como se o gosto musical delas fosse unanimidade na praia (mais, aqui, aqui e aqui).


Outro vilão dos aborrecimentos em praias está nos loteamentos de grandes áreas de praias badaladas por parte de bares, restaurantes e clubes de praia estilo “atendimento na areia”.


Muitos deles agem como se as praias fossem suas propriedades, cobrando o uso do local, através de consumo obrigatório de seus produtos para a permanência na praia, ou constrangendo na frente de outras pessoas aqueles que se recusam a pagar para permanecer na praia, por conhecerem a lei (mais, aqui, aqui e aqui).


Enfim, há outros casos que poderiam ser descritos aqui, mas o ponto deste artigo não está em analisar os casos em si, mas em perceber como a praia é um ótimo espaço para analisarmos como tratamos e lidamos com os bens públicos na nossa sociedade.


Se o bem público possui, ou oferece algum tipo de valor, ele é tratado como se fosse um bem particular por alguns que se julgam mais espertos, ou superiores aos demais.


Se ele demanda custos e trabalho, é tratado como uma coisa qualquer, geralmente deixado ao abandono e ao descaso.


É preciso mudar essa mentalidade o quanto antes, e entender que o espaço público é PÚBLICO. O que significa uma coisa: ele é de todos, seja nos custos, ou nos lucros, e deve ser utilizado em prol de um bem maior e para TODOS, sejam eles da condição social, sexual, racial, genérica, religiosa... que for.


E isso significa saber viver em sociedade, onde se entende que o meu direito termina quando começa o seu e/ou o dos demais.


E é em com o objetivo de saber viver em sociedade que a Civisporã elabora o seu trabalho, seja na publicação de conhecimento nos seus canais, seja produzindo camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos. Sempre com o propósito de conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes transformam a sociedade, positiva – ou negativamente.


E é em com o objetivo de saber viver em sociedade que a Civisporã elabora o seu trabalho, seja na publicação de conhecimento nos seus canais, seja produzindo camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos. Sempre com o propósito de conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes transformam a sociedade, positiva – ou negativamente.



Alguns dos textos estampados nas suas camisetas podem parecer um pouco duros, pois repreendem atitudes prejudiciais; outros apresentam um convite a juntar “lé com cré”; outros são motivacionais. Mas todos eles nos fazem pensar e possuem o mesmo objetivo: lembrar que somos nós que construímos o Brasil e que cabe a nós melhorar a nossa sociedade. Sociedade esta que se iniciou no encontro dos colonizadores portugueses com os nativos indígenas que aqui já viviam.


E é refletindo esse início do nosso país que está estampado o propósito fundamental da CIVISPORÃ:

CIVIS: Sociedade, em Latim.

PORÃ: Boa/m, bonita/o, melhor, em Tupi.

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