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Nosso primeiro artigo: SER BRASILEIRO

Atualizado: 25 de jul. de 2021




Esse é o primeiro artigo, de uma série deles que serão postados aqui no portal da CIVISPORÃ e eu, Alex Stein, gostaria muito que você, que está lendo esse texto agora, apareça sempre por aqui para ler os artigos que serão apresentados (convide seus amigos para ler também) pra que, juntos, a gente consiga botar as nossas cabeças pra funcionar e achar uma forma de alcançarmos uma CIVISPORÃ.


Mas, peraí. Você deve estar se perguntando: “O que é essa tal de ‘CIVISPORÃ’”?

Bom, antes de explicar o que é, preciso explicar por que ela foi criada. Assim, você vai entender o papel de cada um dos textos que encontrará daqui para frente nesse canal. Textos breves, diretos e de fácil compreensão, que serão produzidos por mim e por convidados que entendem dos temas que serão discutidos.


Então, bora lá!


Você já deve ter reparado que a sociedade brasileira possui problemas sócio-estruturo-culturais históricos. Aliás, isso não é novidade. Com certeza você já deve ter reclamado, ou dos políticos que roubam, ou daquele vizinho que faz barulho, de motorista que não respeita leis de trânsito, de um pedestre que estava andando na via de carros, das calçadas cheias de buracos, ou ainda de gente com som alto na praia.


Enfim, em algum momento da sua vida, você já deve ter se pego dizendo que “brasileiro não toma jeito”, “faz tudo errado”, que “precisa aprender” isso, ou aquilo (geralmente com países mais “desenvolvidos”). De fato, em alguns momentos, você não está de todo errado, embora alguns desses problemas também ocorram nesses países ditos mais “desenvolvidos”.


Parece, muitas vezes, que não tem jeito de melhorar o problema, porque a solução não depende de nós, mas... dos outros. Afinal, são esses “outros” que estão errados. E é exatamente aí que nos enganamos. Sabe aquela frase “atire a primeira pedra quem não tiver o telhado de vidro”? Pois então! Ela cabe exatamente aqui.


Nessa altura você deve estar se perguntando: “Mas eu nunca roubei, eu nunca matei”, ou qualquer outra coisa que nunca fez na vida; mas já viu, ouviu, ou leu sobre algum brasileiro fazendo.


Ok, pode ser que você nunca tenha feito alguma das coisas que você reclama dos outros. Mas... e as coisas que você faz, que podem dar aos outros o direito de reclamar de você? E o pior: Com razão!


Vamos fazer um exercício: Responda em silêncio para si mesmo. Não precisa anotar nada (quero lembrar que os exemplos dos porquês que você lerá abaixo são meramente ilustrativos e podem não condizer com possíveis porquês seus. O intuito é apenas deixar a leitura mais teatral).


  • Você coloca o som do carro bem alto em locais públicos, de modo que todos à sua volta sejam obrigados a escutar o que você quer, sem se importar se os outros estão a fim, afinal, o local é público, você paga seus impostos, é detentor de direitos individuais e quem não gostar que se retire?

  • Para “rapidinho” na via por onde os carros transitam, para esperar o/a filho/a que está saindo do colégio, afinal, não tem vaga pra estacionar e é coisa rápida, não vai atrapalhar o trânsito?

  • Estaciona em local proibido, ou reservado para deficiente/idosos, já que é coisa muito rápida e não vai causar problema algum?

  • Dirige após consumir bebida alcóolica, afinal de contas, nem bebeu muito e não vai acontecer nada?

  • Ultrapassa pelo acostamento, porque tem compromisso muito importante, mais, até, do que o de todos os outros que estão na fila da estrada?

  • Joga sujeira pelo vidro do carro, já que o poder público é responsável pela limpeza das ruas?

  • Não para o carro pro pedestre que está esperando pra atravessar justo na faixa designada para ele, já que, mesmo sabendo que a preferência é do pedestre, se você parar, o carro que vem atrás poderia bater na traseira do seu?

  • Dirige acima da velocidade permitida em uma determinada via por que considera o limite estabelecido para ela uma afronta?

  • Digita coisa rápida no celular enquanto dirige, ou manda uns áudios “super” importantes, que não podem ficar pra depois, já que não pode estacionar pra fazer isso, afinal, está com pressa?

  • Impede a passagem do carro de trás pela esquerda quando você está na velocidade máxima da via, restando ao outro carro a ultrapassem pela faixa da direita e a prática de uma infração?

  • Dirige de chinelo, ou de salto alto, já que você dirige bem com qualquer calçado?

  • Buzina na frente da casa dos outros, anunciando a sua chegada?


Tenho certeza de que você deve ter respondido “sim” para, pelo menos, uma destas perguntas, e olha que eu só estou falando de trânsito, tema que vamos discutir em algumas postagens futuras. E mesmo que você esteja cheio/a de orgulho, dizendo para si que não comete os erros descritos acima – afinal, você é um/a excelente motorista, ou não dirige – tenha certeza de que, em algum momento do dia, você também comete algum deslize.

Somos seres humanos e errar faz parte da nossa natureza.


Logo, assim como eu, você também se encontra na “lista de brasileiros” que precisam aprender a viver em sociedade e se tornar melhor a cada dia. E aqui cabe uma verdade a ser lembrada: Isso vale para todos os seres humanos, e não apenas a nós, brazucas.


O problema é que, às vezes, o nosso modus operandi (modo pelo qual um indivíduo desenvolve suas atividades) está tão no automático que, quando nos damos conta, já cometemos o erro. Outras vezes, nem sabemos que o que estamos cometendo é errado. Em outras, ainda, nem imaginamos que aquele erro é um desvio de caráter, pois parece ser um erro “insignificante” à sociedade (e é por isso tudo que vamos discutir essas coisas em textos futuros).


Mas então, como alertar terceiros sobre as consequências de determinadas atitudes nocivas – ou danosas – praticadas? Como abordar aqueles amigos sobre erros que cometem, sem cometermos alguma indelicadeza? Como lembrar a si próprio de que algumas atitudes devem ser modificadas? Como presentear alguém com um conhecimento que pode contribuir de forma positiva ao seu comportamento e, consequentemente, de toda a nossa sociedade?


É exatamente aí que está o objetivo da CIVISPORÃ, uma marca de camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos, que tem como propósito conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes podem transformar a sociedade, positiva – ou negativamente.


Alguns dos textos estampados nas camisetas podem parecer um pouco duros, pois repreendem atitudes prejudiciais; outros apresentam um convite a juntar “lé com cré”; outros são motivacionais. Mas todos eles nos fazem pensar e possuem o mesmo objetivo: lembrar que somos nós que construímos o Brasil e que cabe a nós melhorar a nossa sociedade. Sociedade esta que se iniciou no encontro dos colonizadores portugueses com os nativos indígenas que aqui já viviam.


E é refletindo esse início do nosso país que está estampado o proprósito fundamental da CIVISPORÃ:

CIVIS: Sociedade, em Latim.

PORÃ: Bom, bonito, melhor, em Tupi.


Até a próxima e que todos nós, brasileiros, tenhamos a nossa desejada CIVISPORÃ!

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