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Verdades Absolutas




É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.


É com esta frase, tirada do artigo 5º, inciso VI, da nossa Constituição, que eu convido você a conversar comigo hoje. Sim, eu sempre digo que é uma conversa, pois gosto de encorajar você a me mandar uma mensagem sobre o que achou do artigo, o que tem a me dizer... enfim, a dar continuidade a essa conversa.


Mas antes de começar, peço que você realmente acesse este link e escute a música que separei para você escutar enquanto vamos nesse “papo”.


--- Pausa para a música iniciar ---


Leia devagar a seguinte pergunta:


Você tem certeza absoluta de que aquilo que você acredita ser a verdade absoluta REALMENTE É a verdade absoluta? (leia de novo se deu um nó na cabeça).


E se uma outra forma de pensamento, diferente da sua, estiver correta sobre a verdade absoluta?


Há um deus, ou deuses?


Qual religião possui a verdade absoluta?


Ou nenhuma a possui?


Qual verdade é a verdade absoluta, afinal?


Como não há uma resposta absoluta para essas perguntas, as verdades absolutas de cada ser humano são, na realidade, crenças.


E por conta dessas crenças, a história da humanidade está RE PLE TA de guerras e perseguições religiosas, como a perseguição aos cristãos pelos judeus, na Antiguidade. Ou com a perseguição aos judeus pelos romanos, aos muçulmanos pelos cristãos, ou aos cristãos pelos muçulmanos, na Idade Média e Moderna. Ou ainda com a perseguição aos religiosos pelo estado ateísta soviético, aos mórmons pelos americanos, aos muçulmanos pelos americanos (após os ataques às torres gêmeas), ou às religiões de matrizes africanas pelos cristãos brasileiros, na Idade Contemporânea.


Guerras e mortes em nome de crenças que são concebidas como verdades absolutas.


O que se vê é uma falta de respeito de todos os lados, onde não há um bandido, ou um mocinho, mas seres humanos que se dizem donos de uma verdade absoluta por conta de suas crenças.


Mas quem é que sabe os segredos do universo, afinal, para ter a arrogância de se dizer dono, ou dona, da verdade absoluta e dizer que a(s) outra(s) crença(s) não passa(m) de (uma) mentira(s) se passando por verdade(s) absoluta(s)?


Chega-se ao ponto de chamar determinadas religiões de apologia ao diabo, ou ao inferno (mais, aqui). Ao ponto de matar uma senhora de 65 anos - Mãe Gilda de Ogum - por conta de intolerância religiosa (mais, aqui e aqui).


Aliás, foi em homenagem a ela que, em dezembro de 2007, foi instituído o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa ao dia de 21 de janeiro, data de sua morte, no ano 2000.


A implementação desta data no calendário nacional mostra que o Estado Brasileiro reconhece o problema da intolerância religiosa na nossa sociedade e busca meios de combatê-la (além de outras violações de direitos humanos), através da criação do Disque 100, em 2011, por exemplo (mais, aqui).


Como abordei no início, a intolerância religiosa é uma prática que ocorre há milênios em todos os cantos do planeta, sendo considerada um dos problemas mais delicados que o afeta.


E é justamente com o objetivo de erradicar esse câncer do nosso planeta que inúmeros países possuem cláusulas em suas constituições, ou leis específicas proibindo a prática e/ou promoção de atos de intolerância religiosa, além do Brasil.


Aliás, o propósito do Brasil ser um país laico (sem a influência de qualquer religião nos assuntos do Estado) é justamente para ser um Estado IMPARCIAL, de modo que TODOS os brasileiros possam viver a cidadania brasileira de forma plena e em harmonia (mais, aqui e aqui).


Infelizmente, ainda vemos algumas instituições públicas que insistem em praticar, ou demonstrar, atos religiosos, como Câmaras de Vereadores que lêem a bíblia antes de cada sessão, ou tribunais e fóruns que portam símbolos religiosos, como a cruz, em suas repartições, desrespeitando completamente a legislação em vigor.


É urgente a necessidade do respeito a diferentes crenças religiosas (ou a falta delas). E a palavra de ordem é, novamente, RES PEI TO.


O fato da maioria ser de uma religião, ou de outra, não dá o direito de impor suas crenças aos demais brasileiros e brasileiras que possuem crenças diferentes (mais, aqui e aqui)


Para aprender um pouco mais a ser respeitoso/a com a religião alheia, deixo esse link para uma reportagem que apresenta 20 frases que podem não parecer, mas são expressões de intolerância religiosa. Tudo para que os seres humanos possam viver em paz.


Paz, aliás, que é, justamente o propósito principal das religiões conhecidas (mais, aqui).


Agora, se você acreditava ser a dona, ou o dono, da verdade, mesmo depois de tudo o que eu trouxe neste artigo, e ainda continua acreditando que é dona/o dela, assim como alguns (poucos, espero) líderes religiosos que instigam o ódio e o preconceito contra quem age diferente de suas crenças, deixo esse outro link, com um vídeo sarcástico do Porta dos Fundos (vale a pena ver... talvez de novo).


Porque é com o espírito de abrir os olhos das pessoas para um mundo melhor e de tolerância, que a Civisporã elabora o seu trabalho, seja na publicação de conhecimento nos seus canais, seja produzindo camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos.


Sempre com o propósito de conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes transformam a sociedade, positiva – ou negativamente.



Alguns dos artigos apresentados aqui no Sermoré da Civisporã, ou nos textos estampados nas suas camisetas, podem parecer um pouco duros, pois repreendem atitudes prejudiciais; outros apresentam um convite a juntar “lé com cré”; outros são motivacionais.


Mas todos eles nos fazem pensar e possuem o mesmo objetivo: lembrar que somos nós que construímos o Brasil e que cabe a nós melhorar a nossa sociedade. Sociedade esta que se iniciou no encontro dos colonizadores portugueses com os nativos indígenas que aqui já viviam.


E é refletindo esse início do nosso país que está estampado o propósito fundamental da CIVISPORÃ:

CIVIS: Sociedade, em Latim.

PORÃ: Boa/m, bonita/o, melhor, em Tupi.

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