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Vivendo na Sujeira



Hoje eu decidi convidar você a ler sobre um assunto que me irrita há anos, mas que nos últimos dias tomou um certo peso na minha mente, devido a 4 obras de construção pelo qual passo quando vou correr:


A quantidade de barro e sujeira que sai pelos pneus dos caminhões quando saem dos locais de construção e o descaso com as calçadas dos terrenos das obras que são quebradas por eles.



Sim, Amigo/a leitor(a). Eu fico consternado com a falta de respeito e civilidade da grande maioria das construtoras com o bem público, mas principalmente com a falta de mobilização e atuação social das pessoas que transitam por vias e calçadas que estão constantemente sujas de barro e poeira causados por essa triste realidade.



Para você ter ideia, aqui na cidade onde moro - Itajaí/SC - a prefeitura construiu um caminho turístico de calçadas e ciclovias que leva até as principais praias da cidade. Uma obra muito bonita e bem construída, que possibilita inúmeras pessoas de se exercitarem, passear, caminhar, correr, pedalar...



Mas no último mês, duas obras de construção que se iniciaram naquela via já quebraram partes significantes das calçadas dos seus terrenos com o peso dos caminhões que agora entram e saem do local. Até o momento, nada de arrumarem o passeio construído com dinheiro público. Alguém acredita que eles irão arrumar antes de entregarem a obra toda acabada?



Me pergunto: Qual a dificuldade delas (das construtoras) reforçarem as calçadas destes locais antes de começar o tráfego intenso de veículos pesados, para que o trânsito dos pedestres não seja afetado? Qual a dificuldade de instalarem a infra-estrutura correta para que os caminhões não carreguem barro pelos seus pneus para as ruas da cidade, como esse poço de contenção, na foto abaixo? Ou limparem os pneus dos mesmos antes de suas saídas?



Dia desses eu estava conversando com um amigo sobre o assunto, quando fui surpreendido com a sua resposta: “Essas coisas são assim mesmo. Além do mais, obras são passageiras.”



Discordo totalmente dele. Primeiro, porque quando uma obra acaba, já tem outras próximas começando, se duvidar, na mesma quadra. Ou seja, o problema se torna constante. E segundo, porque essas coisas não devem ser assim.



Para quem anda a pé, com auxílio de cadeira de rodas, ou de bengala, para quem é deficiente visual, para ciclistas e motoqueiros, essa sujeira pode causar acidentes. No mês passado um ciclista se feriu com uma pedra que estava na rua e foi arremessada pelo pneu de um carro... pedra proveniente da sujeira espalhada pelos caminhões que saem sujos de um terreno com obras de construção de um prédio.




Daí que me pergunto também: Por que em certos países as coisas funcionam direito, e em outros, como o Brasil, não?



Primeiro, porque nos habituamos a viver com essa sujeira nas ruas, como se isso fosse normal (lembra do meu amigo que disse que “essas coisas são assim mesmo”?). Segundo, porque a impunidade para quem comete esse tipo de delito não resulta em perda considerável (para falar a verdade, nem resulta em perdas). Terceiro, porque a sociedade brasileira tem o hábito de esperar que alguém faça alguma coisa. Como se estivesses esperando por um salvador da pátria (que nunca chega). Aliás, esse tema eu vou trazer em breve para uma discussão por aqui.



Eu poderia elencar mais alguns motivos, como não querer se indispor, achar que vai se perder tempo por algo que não vai dar em nada...



Ou seja, o problema está na nossa forma de viver coletivamente, seja naquele/a que não se incomoda com a sujeira (que inclusive pode causar acidentes); naquele/a que tenta tirar vantagem dos outros, naquele/a que não segue a lei; naquele/a que espera que alguém faça algo, naquele/a que não quer se indispor, naquele/a que acha que vai perder tempo...



É por isso, e por todos os outros motivos que não elenquei aqui, que tenho a certeza de que A CULPA É NOSSA. E vai continuar sendo até a hora que finalmente mudarmos a nossa forma de entender o que é viver em sociedade. Que o meu vizinho precisa estar bem para que eu esteja bem. Que a rua ao lado precisa estar bem, para que a minha esteja bem. Que a cidade ao lado precisa estar bem, para a minha estar bem... e assim por diante. O público é de cada um de nós, e precisa ser cuidado, preservado e respeitado.



A questão é quanto tempo vai levar para acordarmos desse sono profundo de incivilidade.


E você, Amigo leitor? Qual a falta de respeito social que te tira do sério, ou te entristece? Escreve nos comentários para que a gente possa discutir e ver se conseguimos pensar em estratégias e táticas de mudanças. Afinal, esse é um dos motivos desse blog existir. Aliás, da CIVISPORÃ trabalhar. Porque é com esse espírito de mudanças que ela desenvolve o seu trabalho, produzindo camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos, com o propósito de conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes transformam a sociedade, positiva – ou negativamente.


Se você não conhece as camisetas que são produzidas, dá uma olhadinha no site, clicando aqui. Alguns dos textos estampados nelas podem parecer um pouco duros, pois repreendem atitudes prejudiciais; outros apresentam um convite a juntar “lé com cré”; outros são motivacionais. Mas todos eles nos fazem pensar e possuem o mesmo objetivo: lembrar que somos nós que construímos o Brasil e que cabe a nós melhorar a nossa sociedade. Sociedade esta que se iniciou no encontro dos colonizadores portugueses com os nativos indígenas que aqui já viviam.


E é refletindo esse início do nosso país que está estampado o propósito fundamental da CIVISPORÃ:

CIVIS: Sociedade, em Latim.

PORÃ: Boa/m, bonita/o, melhor, em Tupi.


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