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Buscando Respostas

Atualizado: 16 de dez. de 2021



Hoje é celebrado o dia de algo que, até pouco tempo atrás, parecia ser prestigiado como que pela totalidade da população, mas que vem sendo negado por uma parcela da nossa sociedade nos últimos anos:


Hoje é celebrado o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento.


Sim, é uma situação muito maluca, mas tenho certeza de que, se você vive no Brasil de 2021 (e não só aqui, porque outros países estão passando pelo mesmo problema), sabe que estamos vivenciando um momento muito preocupante de negacionismos e questionamentos sobre a ciência.


Mas antes de começar a discutir um pouco sobre ela (agora um tema controverso para alguns), deixo esse link para você escutar a música Dizem (Quem Me Dera), do Arnaldo Antunes, na voz da Marisa Monte, enquanto vai lendo as informações que eu trago hoje para você.


Antes da Pandemia, já era possível verificar um aumento na produção de conteúdos e postagens que afirmam que a terra é plana (mais, aqui), ou que a produção de determinada bebida conta com células de embriões humanos (mais, aqui).


Mas foi com o avanço dela (da pandemia) que se notou um aumento significativo de conteúdos que distorcem o papel da ciência, principalmente no que se refere as vacinas, ou ao próprio vírus.


Tenho certeza de que você ouviu, ou leu, que ele (o vírus) foi criado em laboratório para a China obter vantagens econômicas (mais, aqui), ou que as vacinas para a Covid-19 possuem nanorrobôs que alteram o DNA humano, ou que têm qualidades magnéticas com o intuito de controle humano (mais, aqui).


A questão é que, hoje em dia, com o avanço da tecnologia de transmissão de dados (internet), a propagação de informação - verdadeira, ou não - é exponencialmente maior do que há 20 anos atrás.


E o hábito de não checarmos a veracidade das informações que são recebidas, ou ainda a sua fonte, faz com que mentiras se tornem verdades para muitas pessoas.


Mas fake news não são o tema desse artigo (embora eu tenha abordado rapidamente para lembrar sobre a necessidade urgente de se checar as informações que recebemos hoje em dia).


O foco do artigo de hoje é a Ciência e porque muitas vezes ela pode chegar a resultados conflitantes e ainda é a ferramenta que mais nos permite chegar próximo da verdade sobre a realidade que vivemos.


De forma simples, ciência é o conhecimento comprovado que explica determinado fenômeno, através de métodos de verificação, baseando-se na regularidade, previsão e controle deste fenômeno observado (neste link você encontrará um texto de fácil compreensão, que explica o que é ciência mais detalhadamente).


Ou seja, para que algo seja cientificamente comprovado, é preciso passar por métodos (uma metodologia) que comprove, ou não, determinada suposição, ou suposições, sobre o fenômeno. O chamado Método Científico. É com ele que a ciência funciona, sendo fundamentada na observação, experimentação e na produção de leis e teorias.


O que difere o conhecimento científico do senso comum (ou conhecimento empírico) está nas suas características. A ciência é objetiva (imparcial e precisa), verificável (posta à prova por quem quer que seja), controlada (possível de ser verificada e reproduzida por outros cientistas) e lógica (sem contradições), diferentemente do senso comum.


Isso não significa que o conhecimento empírico não tenha seu valor. Do contrário, inúmeros remédios indígenas não seriam cientificamente comprovados para o tratamento de doenças (mais, aqui).


Também não quer dizer que a ciência esteja correta 100% do tempo, até porque há inúmeras perguntas para o qual a ciência sequer possui respostas, como por exemplo: “de onde viemos?”


A ciência se divide em 3 grandes ramos, como as FORMAIS (lógica, matemática...), as NATURAIS, que pode ser dividida em físicas (química, física, geologia...) e biológicas (biologia, botânica, medicina...) e as SOCIAIS, que tratam da vida humana e da cultura (filosofia, sociologia, psicologia, antropologia, economia, história...)


E decidi trazer mais exemplos no ramo das ciências sociais, porque é justamente nela que existe um grande ponto de divergência nas discussões sobre ciência: Resultados científicos que podem ser diferentes (e até mesmo opostos entre si) ao qual dois, ou mais estudos, podem apresentar sobre uma mesma matéria, mesmo através de uma mesma metodologia científica.


Como exemplo, eu posso trazer questões econômicas, onde um determinado cientista pode comprovar que a resposta correta para um determinado problema é uma, e outro cientista comprovar exatamente o oposto.


Isso ocorre porque as ciências sociais estudam o ser humano. E seres humanos não são robôs.


Seres humanos não pensam e agem de forma igual. Portanto, os resultados científicos que analisam tudo o que rege nossas formas de pensar, de agir, de se relacionar, podem diferir entre si, diferentemente de estudos científicos que analisam o comportamento das moléculas de água a 100 graus Celsius em pressão atmosférica ao nível do mar.


Eu posso agir diferentemente de você se formos colocados em uma prova para assistir vídeos com cenas chocantes, mas toda molécula de água passa do estado líquido para o gasoso quando atinge 100 graus Célsius, quando submetida a uma pressão atmosférica de 1 ATM (nível do mar).


Mas isso não significa que a ciência social seja menos crível (acreditável) que as outras. Ela só comporta diferentes respostas para uma mesma questão, inclusive respostas opostas entre si.


Independentemente do tipo de ciência que estejamos falando, é inegável que ela seja a grande responsável pelos inúmeros avanços que o ser humano vem experimentando desde os tempos mais remotos de sua história, passando por Galileu Galilei (vale a pena ler esta reportagem), Einstein e Stephen Hawkings.


É graças a ela que a nossa sociedade evolui e se transforma. É por conta da ciência que há 100 anos as pessoas discutiam a ética sobre transplantes, e hoje discutem a ética na manipulação do DNA. E nessas discussões, todas as ciências se fazem presentes, seja a lógica, a medicina, a filosofia, entre tantas outras.


E será graças a ciência que encontraremos as respostas tanto para os nossos desafios climáticos, por exemplo, quando para os nossos desafios sociais, pois é somente com o conhecimento de qualidade e a capacitação de TODOS que resolveremos os problemas que nos afligem, sejam eles formais, naturais, ou sociais.


E é com este objetivo de compartilhar conhecimento de qualidade que a CIVISPORÃ elabora o seu trabalho, seja na publicação de conhecimento nos seus canais, seja produzindo camisetas para nós, seres humanos, e nossos amigos peludos. Sempre com o propósito de conscientizar a população de que a sociedade atual é o resultado daquilo que somos no dia a dia, e de que nossas atitudes transformam a sociedade, positiva – ou negativamente.


Alguns dos textos estampados nas suas camisetas podem parecer um pouco duros, pois repreendem atitudes prejudiciais; outros apresentam um convite a juntar “lé com cré”; outros são motivacionais. Mas todos eles nos fazem pensar e possuem o mesmo objetivo: lembrar que somos nós que construímos o Brasil e que cabe a nós melhorar a nossa sociedade. Sociedade esta que se iniciou no encontro dos colonizadores portugueses com os nativos indígenas que aqui já viviam.


E é refletindo esse início do nosso país que está estampado o propósito fundamental da CIVISPORÃ:

CIVIS: Sociedade, em Latim.

PORÃ: Boa/m, bonita/o, melhor, em Tupi.


Até a próxima e que todos nós e... VIVA A CIÊNCIA!

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